(Danilo Vairo)
O dólar é a moeda estrangeira usada para avaliações de investimento, mensuração de preço dos produtos em todo mundo, etc. Porém essa realidade está para mudar, pois esta moeda está cada vez mais fraca. E o que os EUA pretendem fazer para mudar esta realidade? Nada. E o Brasil para não perder mercado para os produtos americanos e impedir a excessiva entrada de dólares no país? IOF sobre o ingresso de capitais estrangeiros visando não só coibir a especulação e conter a valorização excessiva do real em relação ao dólar, mas também aumentar a arrecadação.
Quando uma moeda de um país se torna mais fraca os produtos fabricados por exportadores deste país entra no mercado com um preço muito mais competitivo no mercado exterior. Por exemplo, quando o dólar estava com a cotação de 3 reais, os produtos brasileiros que tinham um custo de 50 reais entravam no mercado americano com um preço de 17 dólares. Agora, com a cotação prevista para acontecer de 1,50 reais, esse mesmo produto entra no mercado americano com um preço de 33 dólares. Ou seja, o preço para o americano estará muito mais caro na segunda hipótese vislumbrando um decréscimo no número de vendas dos produtos brasileiros.
A defesa brasileira é bastante fraca, pois há caminhos para burlá-la facilmente. Por exemplo, os países poderão deixar de comprar ações na Bovespa e operar exclusivamente na Bolsa de Nova York, onde muitas empresas brasileiras já negociam seus papéis. Há também a preocupação de que as empresas façam novas emissões de ações somente no exterior, penalizando a bolsa brasileira. Isso é extremamente ruim para o país, pois sua liquidez fica danificada prejudicando negociações brasileiras, algo fundamental para o aprimoramento do mercado de capitais no país.
A experiência mostra que a liquidez de um mercado financeiro é arduamente conquistada, facilmente perdida e dificilmente reconquistada.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
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