(Daniele Gaspar)
Com a crise financeira que se iniciou no final de 2008 e a atual política de juro zero, a economia dos Estados Unidos vem decaindo e sua moeda, o dólar, tem sofrido desvalorização em relação às outras moedas. E assim em meio a esta crise países emergentes como Brasil e China têm se tornado economias sólidas e atraentes para os recursos internacionais. Neste último trimestre a China teve o crescimento do seu PIB em 8,9%. No Brasil, estimativas apontam para um crescimento superior a 5% em 2010. (Veja, 28/10/09)
Porém uma entrada exagerada de dólares em nossa economia não é algo positivo. Pois, valoriza o real e desta forma gera uma situação propícia à formação de bolhas financeiras, e também desfavorável ao exportador. Na primeira situação, se o país não tiver uma política econômica conservadora, controlando a concessão de crédito, teremos a especulação do capital e uma conseqüente quebra do sistema bancário. Já na segunda situação teremos o produto que é exportado chegando sem condições de competição com o produto concorrente.
Tendo em vista a valorização excessiva do real, o governo brasileiro decidiu instituir uma nova tributação sobre a entrada indireta de capitais estrangeiros. Esta medida visa coibir a especulação, conter a valorização excessiva do real em relação ao dólar e aumentar a arrecadação. Agora as aplicações de investidores estrangeiros em ações, títulos públicos e privados passaram a pagar 2% de IOF (imposto sobre operações financeiras).
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
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