(Priscila Andrade Mesquita)
Abu Dhabi é um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos (EAU), é a casa do governo federal e capital do país. Desde a descoberta de petróleo nos Emirados em 1958 – e um ano mais tarde reservas terrestres –, o país tem passado por uma profunda transformação, de uma região de principados empobrecidos para um país tecnologicamente moderno com alto padrão de vida, conforme dados da Central de Inteligência dos EUA, e atualmente experimenta uma economia em rápido crescimento, com uma alta do PIB e da renda per capita. Não é apenas o mais rico emirado dos Emirados Árabes Unidos, mas também se qualifica como uma das cidades mais ricas do mundo.
Abu Dhabi é um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos (EAU), é a casa do governo federal e capital do país. Desde a descoberta de petróleo nos Emirados em 1958 – e um ano mais tarde reservas terrestres –, o país tem passado por uma profunda transformação, de uma região de principados empobrecidos para um país tecnologicamente moderno com alto padrão de vida, conforme dados da Central de Inteligência dos EUA, e atualmente experimenta uma economia em rápido crescimento, com uma alta do PIB e da renda per capita. Não é apenas o mais rico emirado dos Emirados Árabes Unidos, mas também se qualifica como uma das cidades mais ricas do mundo.
A
economia de Abu Dhabi é em grande parte baseada na receita gerada a partir
de recursos naturais. Petróleo e gás natural desempenham um papel vital,
embora alguns outros setores também estejam surgindo a fim de apoiar a economia
da cidade devido à desvalorização global de combustíveis fósseis. Os Emirados
Árabes têm cerca de 8% ou 98 bilhões de barris de reservas comprovadas de
petróleo do mundo e abriga a quinta maior reserva de gás natural do mundo. Porém
uma crescente diversificação da economia do país tem sido evidente nos últimos
anos.
Outros
setores estão crescendo lentamente e em 2030 o Governo prevê que 64% da sua
produção total do PIB virão de fontes não petrolíferas, contra cerca de 32%
atualmente. Para alcançar esta meta, as autoridades têm receitas do petróleo de
Abu Dhabi reinvestidas em grandes projetos.
A
cidade, antes conhecida por sua cobertura de convenções e exposições, ganhou
importância para entretenimento e compras. Diversas áreas e ilhas em Abu
Dhabi foram desenvolvidas para promover o turismo, surgindo agora como um dos
melhores destinos turísticos do país, devido à sua excelente infraestrutura e
atrações, conforme divulga o Governo. Isso pode ser visto na atenção que tem
sido dada ao seu aeroporto internacional. O mesmo, em 2009, experimentou
um crescimento de 30% no número de passageiros – passando a receber não só voos
originados ou encerrados em Abu Dhabi, mas também a caminho de outros destinos
–. O gasto do governo expandiu a criação de empregos,
e a expansão da infraestrutura aumentou o desenvolvimento econômico do setor
privado.
O xeque
Khalifa bin Zayed, chefe de estado dos Emiratos Árabes Unidos e emir de Abu Dhabi tem investido reservas de petróleo de forma
sensata, a fim de aumentar os números do turismo; uma ambiciosa meta de 3
milhões em 2015 foi anunciada. Para impulsionar a indústria do turismo, hotéis
de luxo e instalações de entretenimento foram construídos em todo Abu Dhabi. O
mais recente capítulo é uma filial do Museu do Louvre, da França, na Ilha de
Saadiyat.
Abu
Dhabi também tem obtido destaque com o ADIA (Abu Dhabi Investment Authority),
que está estimado em US$ 875 bilhões, sendo o maior fundo soberano – instrumento
financeiro adotado por alguns países que utilizam parte de seus depósitos em
moeda estrangeira dos bancos centrais e autoridades monetárias – de
investimentos do mundo, em termos de valor do ativo total. Na sua fundação, em
1976, momento em que se restaurava a normalidade nos preços da commodity entre as duas crises do
petróleo, o objetivo era investir excedentes do governo de em várias classes de
ativos com baixo risco. E isso na época era novidade, pois os investimentos
eram comumente feitos a curto prazo.
Embora
a maioria dos planos de construção esteja em andamento, a crise de 2008
influenciou as decisões tomadas por investidores estrangeiros nos Emirados Árabes.
Devido a isso, eles têm priorizado alguns dos principais projetos, pois na
ocasião o dinheiro já não era mais tão fácil de emprestar. Apesar disso, Abu
Dhabi ainda está em uma posição econômica forte, continuando a ser o maior
contribuinte para o PIB total dos EAU e a fornecer subsídios financeiros para os
menores emirados do país.
Recentemente,
a agência Reuters divulgou uma possível fusão da Abu
Dhabi Securities Exchange e a Dubai Financial Market, que seria uma das
maiores reformas no setor financeiro do país nos últimos anos:
“Abu Dhabi e Dubai contrataram bancos para serem
consultores sobre uma possível fusão de suas duas principais bolsas de valores,
um acordo com apoio estatal que pode dar energia a mercados financeiros nos
Emirados Árabes Unidos”
A
negociação teria sido impedida em 2009-2010 por diferenças sobre
valorizações, porém com um foco renovado sobre a cooperação entre os dois
emirados em diversas áreas, a ideia de uma fusão das duas bolsas, mais uma vez
ganhou tração e estaria completada antes do final do ano, apesar de que o
processo levaria mais tempo. Ainda segundo a agência, seria mais fácil para os
investidores para operar em todos os mercados e poderia estimular o comércio e
atrair mais investimento estrangeiro.
Outra
notícia recente é a autorização para o National Bank of Abu Dhabi (NBAD) operar
no Brasil. “A proposta da instituição no Brasil é financiar projetos que
envolvam importação e exportação de produtos brasileiros a partir da sua sede
regional, em São Paulo”, com ênfase no corredor entre África, Oriente
Médio e Ásia, mas que não precisariam passar necessariamente pelo Oriente Médio.
A dúvida em relação à economia brasileira não se configura um problema para o
NBAD:
“(...)
para nós o Brasil tem uma importância econômica muito relevante. Não apenas
porque é uma das maiores economias do mundo, mas porque o Brasil é um grande
produtor e exportador de alimentos. Acreditamos que quando a situação econômica
global estiver boa de novo, será um problema (com relação aos preços). (...) No
longo prazo, é o lugar em que precisamos estar”
Afirmou
Angela Martins, gerente regional do banco para a América Latina, fazendo um
contraponto com a estrutura brasileira de portos, rodovias, transporte fluvial,
etc., que são os maiores problemas para a exportação.
Referências
