domingo, 18 de outubro de 2009

Globalização da Economia

(Danilo Vairo)

A globalização da economia é a “quebra de fronteiras” dos mercados internacionais. Com isso, todos os países conseguem interagir em tempo real fazendo crescer o acirramento das competições por conquistas de mercados ainda não explorados, se é que ainda existem tais mercados. Esse processo de internacionalização econômica se iniciou com a expansão do comércio de mercadorias, passou pela expansão dos empréstimos e financiamentos, e também pelo desenvolvimento de multinacionais.

O grande avanço da globalização nos últimos tempos deveu-se, em grande medida, ao avanço da tecnologia, que permite que esse processo aconteça de forma mais acelerada, pois contribui com sua capacidade de processamento de dados e informações, constituindo uma grande massa de conhecimento impulsionando o processo. Lembrando a velha metáfora utilizada no nosso dia-a-dia, “duas cabeças pensam melhor que uma”. Imagine então todos os países interagindo juntos.

Não só tecnologia e globalização interagem nesse processo, mas também muitos outros fatores, como deslocamento espacial das diferentes etapas do processo produtivo integrando vantagens comparativas nacionais diferentes, simplificação do trabalho permitindo o deslocamento espacial da mão de obra, igualdade de padrões de consumo permitindo aumento de escala, mobilidade externa de capitais buscando rentabilidade máxima e curto prazo e difusão (embora desigual) dos preços e padrões de gestão e produção, mantendo, porém, diferenças de condições produtivas que são aproveitadas no deslocamento da produção.

É fato que o acirramento da concorrência influi, por exemplo, na queda dos preços, o que funcionou positivamente nos programas de estabilização mais recentes, como o brasileiro. É fato, também, que a qualidade dos produtos cresce, assim como o desenvolvimento tecnológico é estimulado. Mas a liberalização econômica em escala mundial teve também consequências danosas, que sugerem a necessidade de retorno à regulamentação estatal. Por exemplo, a intensificação dos processos de concentração, polarização e marginalização, que ampliam o caráter excludente do capitalismo e o aumento da volatilidade dos capitais, da instabilidade financeira e do caráter fictício do capital, que colocam em risco o próprio andamento das economias a médio e longo prazo.

Podemos perceber que a globalização consegue equilibrar um pouco a desigualdade entre os países, dando oportunidades a todos. Mas ela também cria especializações de países, as quais podem ser boas ou ruins, pois você tem seu mercado certo, visto que pode exportar seu produto com o melhor preço e qualidade, porém cria dependência de ter que importar o que o país não pode fazer.

Um comentário:

  1. Acredito que este aspecto considerado ruim torna-se invitável, pois com o continuo avanço da tecnologia, dificilmente um país não será dependente de importar algum tipo de produto,porque por maior avanço tecnologico que um país possa ter ele não será capaz de produzir tudo o que seja necessario para o seu desenvolvimento, quer seja materia-prima ou produto acabado, pois no mundo em que vivemos hoje as economias de subsitências que existiam no passado, já não são uma realidade, uma vez que a subsistência de hoje passa a ser também tacnologias tais como celulares, computadores... que se não possuirmos ou não sabemos manuseá-los deixamos de acompanhar os avanços do mundo globalizado, o qual a tendencia é aumentar mais e mais. O que deve ser feito é tentar minimizar a dependência de outros paises e procurar exportar o produto com o melhor preço e qualidade, como foi dito, para que ao final de tudo o retorno das importações possa ser maior que os desembolsos com as importações.

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