(Douglas Lugli)
Atualmente, participar de um investimento, ou até mesmo negociar participações de uma determinada empresa no mercado financeiro do Japão já não parece coisa do outro mundo e impossível de ser realizada sem ao menos uma viagem ao país.
Vivemos a globalização financeira, na qual é possível fazer operações financeiras em qualquer praça do mundo, devido ào amplo processo de liberalização e também devido às inovações tecnológicas no campo do processamento e da transmissão da informação, mesmo estando a quilômetros de distância de onde está fisicamente o dinheiro, o investimento, ou a empresa envolvida na operação.
O chamado mercado de dinheiro busca as melhores remunerações, independente de onde elas possam estar localizadas, foi assim no caso dos “eurodólares’’ e dos “petrodólares’’, tudo isso acompanhado de uma liberalização dos depósitos internacionais, junto com uma desregulamentação financeira, na qual o dólar é a moeda utilizada nas transações mundiais.
O fluxo de capitais nessa realidade de globalização financeira alcança uma expansão muita rápida, que não é acompanhada por outros indicadores da economia, como crescimento do PIB, ou até mesmo das transações comerciais dos países.
A economia americana mostrou-se como o grande destino buscado por investidores mundiais, essa entrada de capitais excedentes de outros países, proporcionou aos EUA um grande financiamento de sua economia com grande disponibilidade de capitais. Isso pode ser apontado como fator de sustentabilidade do crescimento econômico norte americano, mesmo este apresentando déficit comercial ao longo dos anos.
Entretanto a globalização financeira tem também o outro lado, como ocorreu durante a crise financeira do ano passado. Os problemas apresentados no mercado americano contaminaram toda a economia financeira mundial, gerando grandes perdas e falências de instituições que antes apresentavam ótimos resultados, ou seja, por todas as praças de mercados estarem conectadas, quando alguém não esta com sua saúde financeira boa, e no caso da crise de 2008 aconteceu com a maior economia de todas, os EUA, as suas conseqüências foram sentidas por todos.
Acredito que a globalização financeira é muito mais benéfica para todas as nações do que prejudicial, ela gera oportunidades para que mercados emergentes, como é o caso do brasileiro, sejam vistos como grande possibilidade para escoamento dos investimentos mundiais, penso também que cada vez mais o capital mundial buscara alternativas melhores de rendimentos e com o passar dos anos a economia americana perdera o posto de maior destino desse fluxo de capitais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário