(Paula Ricardo)
O crescimento dos negócios monetários e financeiros tende a tonar a economia cada vez mais internacionalizada e, para estabelecer o equilíbrio, o sistema financeiro internacional tem como função facilitar o comércio e os investimentos internacionais, bem como transferir capital para onde for mais lucrativo.
Buscando desenvolver sua função, o sistema financeiro internacional compreende algumas fontes de financiamento que são representadas pelos organismos de composição internacional, são eles: Fundo Monetário Internacional, Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, Fundo Especial das Nações Unidas.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), criado em 1945 com sede na cidade norte-americana de Washington, desenvolve sua atividade na estabilização do sistema monetário internacional financiando o déficit temporário do balanço de pagamentos. Desse modo, busca favorecer as relações comerciais internacionais garantindo estabilidade financeira.
Os empréstimos do FMI são concedidos aos países em dificuldades financeiras sob o estabelecimento de metas definidas pelo organismo. Tais metas consistem na implantação de ajuste orçamentário, cortes nos gastos públicos, monitoramento da taxa cambial, assim como o controle do consumo excessivo com a diminuição salarial.
O Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), mais conhecido como Banco Mundial (World Bank) é uma agência das Nações Unidas também com sede em Washington. O Banco Mundial é uma instituição de desenvolvimento que fornece financiamentos para governos ou projetos com garantia governamental. Sua atuação consiste na promoção do crescimento e desenvolvimento econômico nos países subdesenvolvidos.
Filiada ao Banco Mundial, a Corporação Financeira Internacional (IFC) foi criada com o objetivo de promover fluxos de capital privado para países em desenvolvimento. A IFC investe diretamente em empresas privadas ou oferece empréstimos ou garantia para investidores privados. De forma simplificada, a IFC toma empréstimos diretamente ao BIRD repassando-os para as entidades privadas sem garantias de seus governos.
Todavia, as empresas que desejam realizar investimentos devem considerar as fontes de financiamentos de recursos próprios e de terceiros. No caso de investimentos externos, as empresas brasileiras obtêm financiamento por meio de terceiros, tais como: bancos, instituições de crédito, programas de incentivo do governo e etc.
Nesse sentido, as empresas brasileiras compreendem como fontes de financiamento: a listagem e emissão em Bolsas; private equity; mercados futuros e derivativos; empréstimos bancários; mercado de títulos públicos; e financiamento às exportações.
As companhias de capital aberto são aquelas que negociam seus valores mobiliários de forma pública, geralmente em bolsa de valores. Essas empresas têm acesso às alternativas de financiamento proporcionadas pelo mercado de capitais, tais como: fundo de direito creditório - FIDC, debêntures, emissões de ações etc. Dessa forma, o financiamento por meio do capital próprio é importante fonte de recursos que, sendo rentável, haverá interesse dos investidores nacionais e internacionais em financiar a empresa.
Outra forma de financiamento que vem crescendo no Brasil são os investimentos realizados via fundo internacional de private equity. Tal financiamento refere-se ao investimento em participações acionárias de empresas de capital fechado, ou seja, é o tipo de investimento em empresas que ainda não estão listadas em bolsa de valores cujo objetivo consiste em acelerar o seu desenvolvimento, melhorar a gestão, além de elevar a rentabilidade.
Outra forma de financiamento dinâmico é o mercado de derivativos financeiros. Derivativos é o conjunto de instrumentos financeiros com origem em outros produtos financeiros. No mercado internacional encontram-se os derivativos opções, futuros, e os “swaps”, a saber:
as opções financeiras são contratos que dão ao seu comprador direito de comprar e vender um ativo-base em uma data futura a um preço pré-estabelecido. Vale destacar que não há obrigação em executar a transação, visto que as opções são instrumentos negociáveis em mercados de derivativos.
As opções compradas são usadas para reduzir os ricos do aumento de preços de um ativo quando este for adquirido em um momento futuro, além de ser utilizada também para especular com a perspectiva do aumento de preços. Já as opções vendidas são utilizadas para reduzir os riscos de queda de preços de ativos, bem como para especular com quedas de preço.
Já os futuros financeiros são contratos na qual as partes comprometem-se a transacionar um instrumento financeiro em uma data futura a preço pré-estabelecido. São instrumentos negociáveis que podem ser transacionados em mercados futuros.
Os futuros mais negociados em bolsas, geralmente são: futuro de taxa de juros, onde o vendedor entrega uma quantidade padronizada de um instrumento financeiro sujeito a juros e o valor do contrato se ajusta ao preço dos juros; futuro de índice de ações, o contrato fica entre uma parte e uma Bolsa, que deve ser liquidado financeiramente com base no índice de ações; futuros de moedas, no qual estabelecem a entrega de um valor fixo de moeda estrangeira e taxa cambial previamente fixada.
Na transação de swaps as duas partes trocam fluxos de pagamentos podendo ser de taxa de juros, de moedas estrangeiras, de commodities ou de ações. O objetivo dos swaps é aumentar o rendimento corrente (yield pick-up swap); diversificação ou concentração de portfólio (swap de substituição ou de setor); e obter os melhores preços no caso de juros (swap de taxa de juros). Os bancos centrais recorrem às swaps a fim de obter moeda estrangeira para intervir no mercado cambial mediante acordos recíprocos de credito de curto prazo.
Os investidores também podem recorrer ao financiamento através de empréstimos bancários. Nesse caso, os bancos assumem os riscos do empréstimo na obtenção do credito para a empresa. Existe também o financiamento via emissão de títulos, que são uma forma de captar recursos de investidores dispostos a emprestar. Nesse caso, os bancos preparam todo o processo de emissão colocando os títulos de dívida junto aos seus clientes.
O empréstimo adquirido via Bancos de Investimentos são voltados para pessoa jurídica. Seu objetivo consiste em prover o mercado de recursos de médio e longo prazo, de modo a abastecer o capital de giro e investimento das empresas. Nesse sentido, o Banco de Investimento pode captar recursos internacionais, tomando empréstimo a uma taxa de mercado muito pequena no exterior e assim, financiar as empresas brasileiras com a taxa um pouco maior.
Outro ponto importante é financiamento de exportações. O Brasil está recebendo forte incentivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de exportações. Isto é importante para o desenvolvimento econômico dos envolvidos, visto que as empresas têm a possibilidade de expandir novos mercados e melhorar seus lucros. Nesse contexto, o sistema financeiro deve ter uma participação efetiva para a promoção dos financiamentos às exportações das empresas.
Recentemente, um decreto presidencial elevou o limite permitido de participação estrangeira no capital total do Banco do Brasil, com a elevação da fatia que pode ser destinada aos investidores do exterior que foi de 20% para 30%. Dessa forma, o governo brasileiro tem interesse na maior participação estrangeira dos investidores na Bolsa. O objetivo é aumentar a liquidez das ações da instituição e com isso, assegurar maior ganho aos acionistas. Assim, quanto mais valorização, maior a presença (do BB) no Índice da Bolsa.
Referências
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/download/BMFBOVESPA-Como-e-por-que-tornar-se-uma-companhia-aberta.pdf, acesso em 15/10/2013.
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/O_BNDES/A_Empresa/internacional.html, acesso em 19/10/2013.
O crescimento dos negócios monetários e financeiros tende a tonar a economia cada vez mais internacionalizada e, para estabelecer o equilíbrio, o sistema financeiro internacional tem como função facilitar o comércio e os investimentos internacionais, bem como transferir capital para onde for mais lucrativo.
Buscando desenvolver sua função, o sistema financeiro internacional compreende algumas fontes de financiamento que são representadas pelos organismos de composição internacional, são eles: Fundo Monetário Internacional, Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, Fundo Especial das Nações Unidas.
O Fundo Monetário Internacional (FMI), criado em 1945 com sede na cidade norte-americana de Washington, desenvolve sua atividade na estabilização do sistema monetário internacional financiando o déficit temporário do balanço de pagamentos. Desse modo, busca favorecer as relações comerciais internacionais garantindo estabilidade financeira.
Os empréstimos do FMI são concedidos aos países em dificuldades financeiras sob o estabelecimento de metas definidas pelo organismo. Tais metas consistem na implantação de ajuste orçamentário, cortes nos gastos públicos, monitoramento da taxa cambial, assim como o controle do consumo excessivo com a diminuição salarial.
O Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), mais conhecido como Banco Mundial (World Bank) é uma agência das Nações Unidas também com sede em Washington. O Banco Mundial é uma instituição de desenvolvimento que fornece financiamentos para governos ou projetos com garantia governamental. Sua atuação consiste na promoção do crescimento e desenvolvimento econômico nos países subdesenvolvidos.
Filiada ao Banco Mundial, a Corporação Financeira Internacional (IFC) foi criada com o objetivo de promover fluxos de capital privado para países em desenvolvimento. A IFC investe diretamente em empresas privadas ou oferece empréstimos ou garantia para investidores privados. De forma simplificada, a IFC toma empréstimos diretamente ao BIRD repassando-os para as entidades privadas sem garantias de seus governos.
Todavia, as empresas que desejam realizar investimentos devem considerar as fontes de financiamentos de recursos próprios e de terceiros. No caso de investimentos externos, as empresas brasileiras obtêm financiamento por meio de terceiros, tais como: bancos, instituições de crédito, programas de incentivo do governo e etc.
Nesse sentido, as empresas brasileiras compreendem como fontes de financiamento: a listagem e emissão em Bolsas; private equity; mercados futuros e derivativos; empréstimos bancários; mercado de títulos públicos; e financiamento às exportações.
As companhias de capital aberto são aquelas que negociam seus valores mobiliários de forma pública, geralmente em bolsa de valores. Essas empresas têm acesso às alternativas de financiamento proporcionadas pelo mercado de capitais, tais como: fundo de direito creditório - FIDC, debêntures, emissões de ações etc. Dessa forma, o financiamento por meio do capital próprio é importante fonte de recursos que, sendo rentável, haverá interesse dos investidores nacionais e internacionais em financiar a empresa.
Outra forma de financiamento que vem crescendo no Brasil são os investimentos realizados via fundo internacional de private equity. Tal financiamento refere-se ao investimento em participações acionárias de empresas de capital fechado, ou seja, é o tipo de investimento em empresas que ainda não estão listadas em bolsa de valores cujo objetivo consiste em acelerar o seu desenvolvimento, melhorar a gestão, além de elevar a rentabilidade.
Outra forma de financiamento dinâmico é o mercado de derivativos financeiros. Derivativos é o conjunto de instrumentos financeiros com origem em outros produtos financeiros. No mercado internacional encontram-se os derivativos opções, futuros, e os “swaps”, a saber:
as opções financeiras são contratos que dão ao seu comprador direito de comprar e vender um ativo-base em uma data futura a um preço pré-estabelecido. Vale destacar que não há obrigação em executar a transação, visto que as opções são instrumentos negociáveis em mercados de derivativos.
As opções compradas são usadas para reduzir os ricos do aumento de preços de um ativo quando este for adquirido em um momento futuro, além de ser utilizada também para especular com a perspectiva do aumento de preços. Já as opções vendidas são utilizadas para reduzir os riscos de queda de preços de ativos, bem como para especular com quedas de preço.
Já os futuros financeiros são contratos na qual as partes comprometem-se a transacionar um instrumento financeiro em uma data futura a preço pré-estabelecido. São instrumentos negociáveis que podem ser transacionados em mercados futuros.
Os futuros mais negociados em bolsas, geralmente são: futuro de taxa de juros, onde o vendedor entrega uma quantidade padronizada de um instrumento financeiro sujeito a juros e o valor do contrato se ajusta ao preço dos juros; futuro de índice de ações, o contrato fica entre uma parte e uma Bolsa, que deve ser liquidado financeiramente com base no índice de ações; futuros de moedas, no qual estabelecem a entrega de um valor fixo de moeda estrangeira e taxa cambial previamente fixada.
Na transação de swaps as duas partes trocam fluxos de pagamentos podendo ser de taxa de juros, de moedas estrangeiras, de commodities ou de ações. O objetivo dos swaps é aumentar o rendimento corrente (yield pick-up swap); diversificação ou concentração de portfólio (swap de substituição ou de setor); e obter os melhores preços no caso de juros (swap de taxa de juros). Os bancos centrais recorrem às swaps a fim de obter moeda estrangeira para intervir no mercado cambial mediante acordos recíprocos de credito de curto prazo.
Os investidores também podem recorrer ao financiamento através de empréstimos bancários. Nesse caso, os bancos assumem os riscos do empréstimo na obtenção do credito para a empresa. Existe também o financiamento via emissão de títulos, que são uma forma de captar recursos de investidores dispostos a emprestar. Nesse caso, os bancos preparam todo o processo de emissão colocando os títulos de dívida junto aos seus clientes.
O empréstimo adquirido via Bancos de Investimentos são voltados para pessoa jurídica. Seu objetivo consiste em prover o mercado de recursos de médio e longo prazo, de modo a abastecer o capital de giro e investimento das empresas. Nesse sentido, o Banco de Investimento pode captar recursos internacionais, tomando empréstimo a uma taxa de mercado muito pequena no exterior e assim, financiar as empresas brasileiras com a taxa um pouco maior.
Outro ponto importante é financiamento de exportações. O Brasil está recebendo forte incentivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de exportações. Isto é importante para o desenvolvimento econômico dos envolvidos, visto que as empresas têm a possibilidade de expandir novos mercados e melhorar seus lucros. Nesse contexto, o sistema financeiro deve ter uma participação efetiva para a promoção dos financiamentos às exportações das empresas.
Recentemente, um decreto presidencial elevou o limite permitido de participação estrangeira no capital total do Banco do Brasil, com a elevação da fatia que pode ser destinada aos investidores do exterior que foi de 20% para 30%. Dessa forma, o governo brasileiro tem interesse na maior participação estrangeira dos investidores na Bolsa. O objetivo é aumentar a liquidez das ações da instituição e com isso, assegurar maior ganho aos acionistas. Assim, quanto mais valorização, maior a presença (do BB) no Índice da Bolsa.
Referências
ROBERTS, Richard. Por
dentro das finanças internacionais. Rio de janeiro. Zahar, 2000.
http://www.ocroma.com/mercado.html. , acesso em
15/10/2013.http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/download/BMFBOVESPA-Como-e-por-que-tornar-se-uma-companhia-aberta.pdf, acesso em 15/10/2013.
http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/O_BNDES/A_Empresa/internacional.html, acesso em 19/10/2013.
http://www.portaldoinvestidor.gov.br/menu/Menu_Investidor/derivativos/mercado_futuro.html,
acesso em 19/10/2013.
CARVALHO, Luiz Nelson. Uma contribuição à auditoria de
risco de derivativos. São Paulo. Tese de doutorado – USP, 1996. Disponível
em: https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&ved=0CC4QFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F12%2F12136%2Ftde-06042005-162256%2Fpublico%2Ftese_Prof_L_Nelson_Carvalho.pdf&ei=ZiZkUuetH-GNygGu8ID4CQ&usg=AFQjCNG4yRkQgPdwf33ORHTf72rhpaH-3w,
acesso em 20/10/2013.
http://oglobo.globo.com/economia/entenda-mercado-de-titulos-publicos-2870467#ixzz2iJUhL4NX, acesso
em 20/10/2013.
http://oglobo.globo.com/economia/governo-eleva-limite-de-participacao-de-estrangeiros-no-bb-10534963,
acesso em 25/10/213
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