(Gabriel Trovão)
Desde o fim do século XX, o tema da globalização tem sido bastante debatida, sobre o que de fato ela significa, e não apenas no plano etimológico, mas sobretudo seu impacto sobre um futuro onde cada vez mais a interação de pessoas, mercados e culturas aumentam desenfreadamente. Esse processo não é novidade na história, vide as diversas expansões européias e períodos posteriores, onde os fluxos de mercadorias eram tão intensos que víamos moedas tendo o ouro como referência em qualquer lugar. Inevitavelmente, o tópico sobre o fluxo de capitais sofreu forte atualização no seu comportamento, dado o aumento dos vários tipos de como estes serão aplicados, pois se antes as mercadorias eram o principal foco, hoje fundos de investimentos possuem um foco moderno.
Esse chamado “mundo globalizado”, possui um grande fluxo de informações, onde em questões de minutos, noticias correm o mundo. A grande relevância disso para a globalização financeira pode ser entendida como o fato de que gradualmente os países tentam se relacionar, expandindo relações econômicas, ao invés de se fecharem uns contra os outros (fato visto nos períodos das grandes guerras e seus intervalos, onde resultaram em crises econômicas); e sem dúvida, expor o melhor de si, transmitirá maior confiança para atrair investidores internacionais. Essa boa imagem tem benefícios mútuos, se de fato for verídica. Se por um lado investidores são atraídos a projetos com bom retorno, e de risco menor, provavelmente esses terão seu lucro garantido, enquanto os que receberão os investimentos terão seus projetos financiados por capitais externos.
As oportunidades fazem com que nesse mundo, que apresenta muitas poupanças acumuladas, os investidores busquem onde investir, dada uma suposta super liquidez, e diversifiquem suas carteiras. Sendo que nessa incessante busca por qual seria o melhor local para se investir, possam resultar em especulações “desastrosas” sobre determinados setores, criando as “bolhas” econômicas. Esse seria, então, o lado ruim sobre essa globalização financeira, não o único, contudo um lado deve ser observado com muita cautela.
Como reflexo da integração gerada pela globalização financeira, o fluxo de capital não é o único fator a ser levado em consideração. Os modelos de gestão e de administração financeiras, como demonstrativos e técnicas, tendem a se tornar comum a todos. Pois, se todos os países resolverem utilizar somente o seu modelo, o mundo seria uma Torre de Babel.
Deve haver certo limite, bem como todo jogo, ter sua regra. Regras que também consigam controlar uma fronteira de entrada de empresas multinacionais, que descaracterizem o país. Uma vez que estas ganhariam facilmente a concorrência sobre empresas não tão fortes de países em desenvolvimento, ou até mesmo desenvolvidos não tão fortes economicamente. Afinal, umas das grandes críticas ao processo de globalização, seria o fato de “tornar o mundo uma coisa só”; falar a mesma língua não significa jogar a sua identidade fora.
A globalização é um processo inevitável e recorrente na historia. Aprender como este processo beneficiará todos, é o desafio.
Ao meu ver, este limite em relação a entrada de empresas multinacionais em um dado país deve-se ser medido de duas formas: se o país possuir empresas que de qualquer forma sejam concorrentes a essas multinacionais, a aceitação da entrada das mesmas no país deve ser feito com cautela para que não as empresas nacionais não sejam "esmagadas" em uma concorrência desleal. Porém, se o país que alguma grande potência deseja instalar uma multinacional, não produzir nada similar a mesma(ou até mesmo não ter capacidade economica para tal), mas somente oferecer, por exemplo, recursos como matéria prima, a entrada de uma multinacional no país irá trazer grandes benefícios, no que se trata de desenvolvimento economico para aquele país.
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